22 jun Programação de computadores e programação de seres humanos
Olá amigos internautas!
Gostaria de compartilhar com vocês um pouco do meu conhecimento.
Meu nome é Ricardo Rozgrin e sou um programador de computadores há muito tempo, desde o tempo em que se utilizava a “fita K7” para armazenamento de dados.
Recentemente fiz um curso sobre PNL (Programação Neuro-Linguistica) na Ápice Desenvolvimento Humano, onde aprendi muito sobre os processos mentais, sobre como organizamos e estruturamos em nosso cérebro nossos pensamentos, e, para mim, é quase impossível não observar as semelhanças e diferenças entre como são programados os computadores e as pessoas.
É incrível perceber como nosso funcionamento é semelhante ao funcionamento de um computador.
Percebi que somos dotados de um “software” (mente) com Inteligência, capaz de se modificar e um “hardware” (corpo) com “dispositivos” (entrada e saída) e milhares de sensores espalhados (visão, audição, tato, olfato, paladar) que nos permitem reconhecer e interagir com o mundo à nossa volta.
Já nascemos com vários programas importantes para nossa sobrevivência instalados, afinal ninguém tem que aprender a mamar ou a chorar, muito menos a respirar, cuidar da circulação do sangue, ou fazer a digestão.
Porém outros “programas” terão que ser completamente desenvolvidos, tais como andar e falar, e com o tempo precisamos aperfeiçoar estes mesmos programas para que possamos correr ou cantar.
Em uma programação orientada para máquinas o funcionamento ocorre de forma muito semelhante. Criamos algumas rotinas básicas, como escrever um texto na tela, e a partir deste programa básico, passamos a aperfeiçoá-lo para que seja possível, por exemplo, aplicar uma cor a este texto.
Nosso funcionamento é semelhante ao funcionamento de um computador.
Se, por alguma falha, o programa básico não funcionar perfeitamente, todos os demais programas desenvolvidos a partir dele apresentarão problemas.
Lembro-me que minha avó sempre dizia “fóifi” no lugar de “fósforo”, e por mais que ela tenha aprendido conscientemente o modo correto de falar (o que poderíamos chamar de programas auxiliares de correção), ao pronunciar esta palavra numa conversa informal ela acabava sempre utilizando seu programa básico e falando de maneira incorreta.
O problema, parece-me, é que, em geral, temos grande dificuldade em “reescrever” nossos programas e certa facilidade em conservá-los e expandi-los.
Por exemplo: no caso de minha avó, o ideal seria “apagar” completamente a palavra “fóifi” de seu vocabulário e “inserir” a palavra “fósforo” como um novo vocábulo em seu lugar, assim não haveria riscos da palavra errada ser acionada, mas o que se faz é incorporar uma nova instrução: “sempre que eu quiser dizer fóifi, devo dizer fósforo”, porém, desta forma, o processamento do programa acaba tendo desempenho menor, pois ele passa a ter um número maior de instruções.
Se mudar uma palavrinha já é desafiante, imaginem programas mais complexos, como crenças que podem estar instaladas em nós até mesmo de forma maliciosa, como por exemplo as que têm os homens-bomba, que quando ainda quando crianças passam a acreditar que sua missão de vida é destruir os inimigos e que, ao morrer desta forma, serão idolatrados no paraíso e viverão ao lado de 70 virgens.
O Fato é que a PNL oferece métodos e técnicas, que facilitam a alteração dos programas básicos de forma bastante eficiente, permitindo assim um processamento mais otimizado e de alta performance.
Imaginem que maravilha poder deletar ou reprogramar em seu sistema os programas que o estão limitando ou dificultando em relação aos seus objetivos, principalmente os programas inconscientes, que você nem faz ideia que estão atuando.